Morte da liberdade de consciência e crença

Morte da liberdade de consciência e crença

Ministério Público investiga padre que criticou o ativismo judicial do STF durante missa.

Estamos vivendo tempos sombrios. O Brasil possui inimigos públicos, e alguns deles legislam, investigam e julgam.

Há quem simplesmente atropele a Constituição Federal e tenha por atribuição profissional ser exatamente o guardião da mesma. Ou seja, estamos à mercê de verdadeiros detratores da república e das liberdades individuais.

Até o momento, não tínhamos nenhum fato na sociedade que demonstrasse de forma contundente que o expediente de legisladores dos ministros do STF pudesse nos trazer maiores problemas, com consequências drásticas.

Contudo, agora temos um fato: um padre está sendo investigado pelo Ministério Público de Pernambuco (PE) por uma suposta conduta “lgbtfóbica”.

Ele sofreu essa sanção estatal devido a uma denúncia que foi feita por ativistas. Você, caro leitor, consegue ouvir o som da CENSURA, ainda que bem baixinho? Percebe na potencialidade que este precedente que se deu no âmbito jurídico pode dar?

Para mim, está mais do que claro: o primeiro passo para a perseguição religiosa no Brasil foi dado.

Logo, acabamos de adentrar num processo de involução política, sociológica e democrática – e sabe lá o que mais vem por aí.

O problema é que os ditos “guardiões da Constituição” deveriam atentar ao fato de que o ativismo LGBT não quer ter direitos, e sim privilégios. Eles querem que a gente rasgue os textos da Bíblia que afirmam que a homossexualidade é pecado.

Querem que a gente ensine que Deus criou homem, mulher e trans – só que isso não vai acontecer. É mais fácil começarem a guardar dinheiro para tantos processos judiciais que terão de abrir do que acharem que simplesmente nos silenciarão pela força da Lei Brasileira.

Nós não lemos Romanos 13 desta forma; ainda nos sujeitamos à Lei de Deus para além das leis dos homens que vão à contramão do empírico conceito de verdade e de humanidade.

Sem contar que a própria Constituição de 1988 salvaguarda o direito à liberdade de consciência e crença, considerando tal prerrogativa na categoria de direito fundamental. Veja abaixo:

II – DA RELIGIÃO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Para a análise do tema é conveniente que se traga à colação os dispositivos constitucionais a ele relativo. Vejamos:

A Constituição Federal, no artigo 5º, VI, estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.

O líder religioso pode e deve emitir juízo de valor sobre qualquer tipo de comportamento humano e isso não é um crime, apenas em Estados Totalitários. Será que estamos correndo este tipo de risco, se nos tornarmos num país sem liberdade?

Pastores e líderes: preparem-se para lidar com processos, investigações e até condenações por simplesmente opinarem contra a prática de indivíduos que são instrumentalizados muitas vezes por grupos de ativistas articulados.

No entanto, não se esqueçam de duas coisas: 1) a batalha é do Senhor e Ele é quem peleja por vocês e 2) o Guarda de Israel não dorme, nem descansa; se Deus é por nós, quem será contra nós?

Artigos relacionados